E ai, pra onde vamos?

Tudo começou em 2011 .. 2012 ... bastou aprofundar um pouquinho as pesquisas por referências que nos deparamos pela primeira vez com imagens de um jardim que mudaria tudo para sempre ...o High Line Park.

Sobre o High Line dá para escrever uns 20 posts .. mas pra resumir a história ...é um parque linear que foi construído em uma antiga linha ferroviária elevada em Manhattan, NY.  O lugar é incrível, o projeto arquitetônico fantástico, a história e concepção inspiradores..e o jardim? Ahh o jardim..uma combinação perfeita de plantas nativas (e algumas exóticas também) arranjadas de forma que parece que sempre estiveram ali ( e muitas delas já estavam mesmo) ... "matinhos" que facilmente seriam subjugados...ignorados e arrancados sem dó, mas que ali podem apresentar toda sua beleza e valor.

A pergunta imediata...quem foi o gênio que fez isso???

Diller Scofidio + Renfro (https://dsrny.com/) e "o cara" do jardim: Piet Oudolf (https://oudolf.com/) ...a partir daí foi devorar informação...artigos, livros..quanto mais conhecimento mais dúvidas e curiosidades em um caminho sem volta... muitos jardins que achava lindo agora acho super sem graça...o fascínio com os jardins naturalistas e lista de lugares que comecei a sonhar em conhecer foi só crescendo.

Trilhado o caminho...hora de escolher o destino...
Fizemos as malas pela primeira vez em 2016 ... primeiro lugar da lista (ambiciosa!) de lugares para visitar: o tal High Line!




Organizando as ideias!

Escrever é a melhor forma de dar uma "faxinada" na cabeça, colocar as informações no lugar, analisar o que vale a pena guardar e o que deve ser compartilhado.

Este blog começou dessa forma, revolucionou o meu quintal e toda a minha vida...

Já se passaram 5 anos desde que resolvi achar que todos os jardins (inclusive o meu) estavam errados ... que a terra deveria ser melhor respeitada, que outras plantas deveriam ser plantadas ... que o jardim deveria ser parte da vida e não enfeite ou status ... enfim ...desde então o objetivo de vida passou a ser revolucionar quintais por aí ...O Rafael que desde o começo mergulhou de cabeça (na lama!) e compartilha da mesma revolta,  hoje não muda mais as plantas do quintal de lugar como antes (só as vezes rsrs), mas agora domina todos os números, busca as plantas diferentonas (e geralmente acha!), organiza tudo e mais um pouco... e dá os "pitacos" essenciais!

E o blog ? Ficou de lado...blog não cobra prazo, não paga honorário e acabou virando o projeto do fim de semana que nunca chega!

Mas....agora mais do que nunca preciso dessa faxina mental!

O quintal continua sendo a unidade de mudança ... mas quando pensamos em quintal vem à cabeça um lugar particular e em escala pequena... Por isso sempre bisbilhotamos "quintais" alheios ... visitas através de livros e internet (vou compartilhar as fontes por aqui).


Nesses pesquisas todas elegemos "O QUINTAL!" ... Uma revolução de respeito que começou na década de 80 em uma cidadezinha na Holanda. Visitar esse lugar fisicamente passou a ser objetivo de vida, um sonho que no começo era...ah quem sabe um dia né (suspiros...), para "E ai quanto que tá uma passagem pra Holanda? Se a gente trabalhar bastante dá hein?!" (Voz empolgada...como sempre..do Rafael).


Nas próximas postagens vou organizar as ideias, as fotos e as lembranças e compartilhar aqui como foi visitar "O QUINTAL!" ... e tudo mais que isso rendeu!



Experiência Bamboolab

O que 2 biólogos de Caçapava foram fazer na Bamboolab São Paulo Empatia pela Cidade ?
 (Evento que reuniu arquitetos para discutir sobre possibilidades para São Paulo dia 08/12/16 )


Simples...bisbilhotar !!! Eheheh

Incrível oportunidade de fazer parte de um bate papo com cabeças no assunto, como Paulo Mendes da Rocha, na maior cidade do país...



A discussão do futuro das cidades é sim papo de urbanista, mas deveria ser assunto pra todos nós, já que o que está em jogo  é o rumo que estamos dando as nossas cidades.

Lá na Bamboolab falaram sobre novas idéias para alguns pontos estratégicos de SP, como minhocão, parque augusta, Jockey club ...ideias possíveis e/ou sonhadoras, vindas de arquitetos fora de SP.
Resumindo tudo...

Paulo Mendes da Rocha é genial...ficaria ouvindo ele falar sobre a carreira e como ele pensa a arquitetura por hooooras se fosse possível...ele disse que São Paulo tem solução sim e as ideias não são de outro mundo ou inovadoras e sim simples e já aplicadas desde a década de 50, como a ideia do térreo dos edifícios ser da cidade, com comércio e fluxo de pessoas e não com grades altas e impessoais...que a arquitetura deveria se distanciar um pouco mais do luxo do privado e pensar mais na convivência...que somos todos macacos e macaco precisa ficar junto.

A iniciativa dos arquitetos da Metro de convidar escritórios de fora foi incrível, com visões diferentes....os projetos apresentados demonstram como precisamos de refúgios no meio da cidade...e como o verde é essencial no dia a dia (Parque Augusta, Jockey e Minhocão)...como precisamos nos ligar a nossa história e pensar o futuro (Antigo Terminal da Luz) e o problema da habitação e recuperação de prédios no centro (Reocupação de edifícios abandonados).

A presença do atual secretário de  desenvolvimento urbano de SP foi importante pra colocar os pés de todos no chão, ele falou bastante sobre os avanços da gestão  Haddad e das preocupações com o futuro...confesso que durante um pouco do politiquês eu viajei um tanto na estrutura incrível do auditório do MASP...


Ou seja ... aqui em Kansas ou em qualquer outro lugar...precisamos pensar as cidades e não deixar essa responsabilidade somente para o poder público ...que muuuitas vezes trabalha em favor de lucro de construtores e não exatamente para nós meros cidadãos que caminhamos em calçadas cheias de buracos, sem árvores por quarteirões murados e fachadas comerciais de gosto duvidoso...pelo menos é o que futuro parece reservar aqui se nada mudar ....

A edição de Novembro da revista Bamboo apresentou todos os projetos discutidos, tem alguma informação por aqui também:
https://www.bamboostore.com.br/blogs/bamboolab/bamboolab-i-empatia-pela-cidade